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Norte, Triângulo Mineiro, Região Metropolitana, Sul de Minas, todas as regiões estão dentro de um plano de ação para recuperar, ampliar e melhorar a malha federal

No dia 14 de junho vários eventos ocorreram simultaneamente em Minas Gerais, inclusive com a presença do presidente Lula. Entre inaugurações, ordens de início e anúncio de novas obras, as cifras chegam próximas à casa dos R$ 3 bilhões investidos no estado, que tem a maior malha federal do Brasil. 

Num esforço conjunto de logística e redação, nossas equipes acompanharam tudo de perto e agora trazemos até você notícias quentes das Gerais. São várias obras em todas as regiões do estado. A seguir, você acompanha uma coletânea das ações do governo federal, os depoimentos e as imagens que só o know-how da Rodovias&Vias é capaz de produzir. 

Anel Rodoviário de Uberlândia

Uberlândia tem agora o seu Anel Rodoviário, uma tendência mundial da engenharia rodoviária que não poderia faltar na principal cidade do Triângulo Mineiro. A redução do tráfego de caminhões nas principais avenidas da cidade já é nítida. Depois de concluir a travessia urbana, em parceria com a prefeitura, o DNIT está entregando as obras que interligam as rodovias BR-050, BR-365, BR-452 e BR-497 e atingindo uma área habitada por 1,5 milhão de pessoas em 35 municípios.

As rodovias têm papel fundamental na economia da região, que é produtora por excelência. Indústrias de processamento de alimentos e madeira, açúcar, álcool, fumo e fertilizantes são os setores que mais movimentam a economia local e elevam o PIB, que é superior à média nacional. 

"A travessia urbana de Uberlândia é o primeiro lote da duplicação da BR-365, entre Uberlândia até o trevão. O anel de Uberlândia, que chamamos de contorno, é uma ligação entre a BR-050 e a BR-365. Do ponto de vista logístico, para a distribuição de cargas no Brasil, Uberlândia é uma cidade muito importante, porque ali tem um grande entroncamento e na cidade estão localizadas grandes empresas de distribuição de mercadorias", explica o diretor de infraestrutura rodoviária do DNIT, Hideraldo Caron. 

Durante a entrega das obras em Uberlândia, o presidente Lula fez questão de deixar claro o papel econômico que a cidade tem no cenário nacional: "Temos condições de investir em infraestrutura. E é com grande satisfação que estamos aqui, nessa cidade extraordinária do Triângulo Mineiro. Não estamos fazendo nenhum favor a Uberlândia. O povo daqui trabalha e paga imposto, cabe a nós retribuirmos com obras", disse Lula. 

Foram 15,7 km de readequações, com pontos de ampliação, duplicação, viadutos e outros acessórios que deram mais fluidez ao tráfego e segurança aos usuários. 

Com a pavimentação da BR-146, no interior mineiro, uma nova rota foi criada, encurtando distâncias e potencializando a economia 

A conclusão da pavimentação de 113,5 km da BR-146, em Minas Gerais, surge como nova opção de rota para o transporte de cargas e passageiros na região do Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro. Dividida em dois lotes, as obras atingem toda a extensão entre os municípios de Araxá e Patos de Minas. Antes, os veículos que viajavam pela região evitavam a estrada, em leito natural, desviando por Uberlândia e Uberaba. Agora, além de evitar os grandes centros, ao percorrer o novo traçado a economia é de mais de 60 km. Representante da região no congresso nacional, o deputado Aracely de Paula tem a pavimentação da BR-146, entre Patos de Minas e Araxá, como um marco inicial. "É uma ligação que começa entre Patos de Minas e Araxá e depois irá até Tapira, São Roque de Minas, Passos, Guaxupé, e Bragança Paulista, no estado vizinho. Será um corredor de exportação, na parte central do Brasil, interligando Norte e Nordeste com São Paulo, e a zona de exportação, dos portos", afirma. 

O trecho pavimentado une as regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. "Diminui distâncias, barateia fretes e, o que é muito mais importante, interliga regiões muito ricas, o mercado produtor ao mercado consumidor", conclui o deputado. 

Travessia urbana de Patos de Minas

Na maior cidade do Alto Paranaíba, foram inaugurados 17 km de obras que fazem o entroncamento das rodovias BR-354 e BR-365. Patos de Minas é um dos maiores produtores de milho do Brasil. No final de maio, festejou a 52ª Fenamilho, feira que reúne as novidades do setor agrícola, shows e gastronomia, além de resgatar as culturas locais. Por consequência, a cidade atrai um número expressivo de veículos pesados para as vias urbanas. Foram R$ 41 milhões investidos para dar mais fluidez ao trânsito. Agora, após o lançamento dos editais de licitação para a restauração das duas rodovias (354 e 365), mais 420 quilômetros serão contemplados.

 

Outra rodovia de extrema importância na logística do agronegócio para o Triângulo Mineiro, principalmente para a cultura de açúcar e álcool, e também para a região do Brasil central é a BR-364. Ela faz parte do corredor Cuiabá-São Paulo e recebeu cerca de R$ 70 milhões em obras de implantação e pavimentação. São 74 km concluidos, entre o entroncamento com a BR-153, passando pela cidade de Comendador Gomes até Campina Verde. 

"A pavimentação da BR-364 marca a realização de um grande sonho e expectativa de quase 50 anos. Com esta conquista, integramos as regiões do Vale do Rio Grande e do Vale do Paranaíba, diminuindo a distância entre Frutal, Comendador Gomes, Campina Verde, Gurinhatã, Ituiutaba e Santa Vitória. Além dos benefícios aos moradores da região, vale ressaltar ainda a viabilização do transporte de cargas e produtos do Centro-Oeste ao Sudeste do Brasil, uma vez que a rodovia reduz o acesso de Cuiabá a São Paulo em 86 km", explica o deputado Aelton Freitas.

Outros 75 quilômetros da rodovia receberam ordem de início. Serão mais R$ 113 milhões em investimentos que vão da ponte sobre o córrego Morimbondo, no quilômetro 207, até o entroncamento com a BR-365, próximo a Chaveslândia.   

Enquanto isso, em Guaxupé...

No dia do megaevento, no município de Guaxupé (Sul de Minas), dava-se ordem de início para as obras de pavimentação da BR-146, partindo daquela cidade em direção ao Alto Paranaíba, para encontrar-se com a obra recém-inaugurada BR-146 (Patos de Minas-Araxá). 

Para o coordenador-geral de construção rodoviária do DNIT, engenheiro Luis Munhoz, a rodovia é a integração regional de Minas Gerais ao ligar as regiões do Alto Paranaíba, Triângulo Mineiro e Sul de Minas. "Hoje, quem está no Triângulo Mineiro e quer ir para o Sul de Minas tem que adentrar São Paulo, para depois ir para o Sul de Minas. Além disso, esta rodovia vai facilitar muito o escoamento das safras de café, principal produto desta região." 

Viaduto da vida



Márcio Rocha Martins é o nome do viaduto que vai aposentar o pontilhão Vila Rica, mais conhecido como "Viaduto das Almas". Batizado em homenagem ao fundador da empresa que o construiu, são 460 metros de comprimento por 21 de largura, sendo que sua maior altura em relação ao solo é de 50 metros, com vão livre de 80 metros, tudo com tecnologia de ponta. O empreendimento, que na verdade é constituído por dois viadutos paralelos, foi erigido em linha reta e conta com pista dupla, além dos acostamentos.

Localizado no quilômetro 591 da BR-040, o novo viaduto vai trazer maior segurança e agilidade para os motoristas. 

A obra de arte especial já está pronta e foi construída pela M. Martins, uma das maiores especialistas nesse tipo de estrutura. A Construtora Brasil foi a vencedora da licitação para criar a variante que modificará o traçado da BR-040, ligando-a ao novo viaduto. Próximo deste ponto fica o acesso para as cidades históricas de Ouro Preto e Mariana, procuradas durante o ano todo por muitos turistas e estudiosos.

O caminhoneiro Giovane Alves, que transporta minério e passa pelo local diariamente, comemora a iminente liberação do tráfego no novo viaduto. "É um alívio saber que em breve vamos poder trafegar na nova pista, abandonando de vez o temido Viaduto das Almas".

A obra, iniciada em novembro de 2006 e orçada em R$ 45 milhões, está incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e representa um dos empreendimentos mais importantes do DNIT no estado de Minas Gerais. Com previsão inicial de entrega para janeiro de 2009, a intervenção sofreu atrasos devido ao surgimento de um abatimento de pista, que foi solucionado com a mudança do traçado da variante. Tal modificação gerou a necessidade de novo projeto e, consequentemente, nova licitação.

A chuva, que foi mais prolongada neste ano, e a instabilidade de um talude também contribuíram para o adiamento da entrega. Para garantir maior segurança aos usuários da rodovia, o barranco teve que ser afastado da pista de rolamento em função da existência de nascentes de água e do solo heterogêneo. 

Viaduto Vila Rica

O cinquentenário Vila Rica tem 260 metros de comprimento, 9 de largura e sua maior altura é de 35 metros. O local já foi palco de incontáveis acidentes. Apelidado de Viaduto das Almas, por causa do riacho que corre abaixo de sua estrutura, o Vila Rica está com os dias contados, como garantem os técnicos do DNIT em Minas. 



O DNIT retoma obras de duplicação da BR-265 entre a Fernão Dias e a cidade de Lavras, no Sul de Minas, e consolida o corredor de ligação entre as BRs 381 e 040.

As máquinas da Construtora Ápia ocupam, desde o mês de abril passado, os 18 quilômetros da rodovia que separam a BR-381 (Fernão Dias) da cidade de Lavras, na região do Sul de Minas. As obras foram iniciadas em 2001 e paralisadas em 2003, devido ao cancelamento do contrato com a empresa vencedora da licitação. 

Superadas as barreiras burocráticas e legais, os trabalhos - que tiveram investimentos de R$ 40 milhões - avançam em ritmo acelerado. A duplicação será realizada em um ano e meio, com restauração da pista existente e implantação e pavimentação da nova pista de rolamento.

Com volume diário médio em torno de sete mil veículos, o segmento tem fundamental importância para o escoamento agrícola do Sul de Minas, uma vez que realiza a conexão entre essa região e o estado do Rio de Janeiro. "Trata-se de importante corredor logístico para o transporte de cargas, além de fazer a ligação entre o estado de São Paulo e Sul do País à região histórica de Minas Gerais, um dos mais visitados polos turísticos do Brasil", ressalta o deputado federal Bilac Pinto. 

Pavimentação na região de Furnas

A BR-265 passa pela região da represa de Furnas, onde está recebendo obras de pavimentação entre os municípios de Ilicínea e Carmo do Rio Claro. Por causa da imensa área alagada, o transporte por balsas é muito utilizado. Em alguns pontos, o traçado está sendo refeito, encurtando o caminho e impactos. Para o vigilante Paulo Tomé, que mora na região há 18 anos, a obra é uma conquista para todos. "Vai trazer muitos benefícios, tanto para a economia rural como para o comércio em geral", comemora ele. 

Além do potencial turístico (a represa de Furnas é um atrativo importante para a pesca e esportes náuticos), a agricultura e a pecuária são os principais setores da economia local. "O movimento aqui é alto. Em época de chuva, é um sofrimento danado. Tudo quanto é o tipo de carga, desde café até gado, passa por aqui", diz Tomé. 

A expectativa é que, quando a pavimentação for concluída neste trecho da BR-265, o movimento de turistas aumente na região. O transporte da produção agropecuária também ganhará agilidade, já que por essa estrada é escoada toda a produção das fazendas da região.



BR-040, pista dupla no caminho para a capital federal 

A BR-040, que liga Brasília ao Rio de Janeiro, num total de 1.180 km, foi contemplada com a duplicação em mais um de seus trechos em território mineiro. O empreendimento, com investimentos da ordem de R$ 250 milhões, facilitará o escoamento agrícola e aumentará a segurança na área urbana abrangente.

Realizadas pelo Consórcio ARG e Construtora Brasil, as obras se concentraram no segmento entre o Trevo de Curvelo e a cidade de Paraopeba. Nesse segmento, a rodovia foi restaurada e duplicada em 14 quilômetros de extensão.  No chamado Contorno de Paraopeba, de 8,2 km, o tráfego pesado foi retirado do perímetro urbano, ganhando os moradores com segurança na trafegabilidade.

O DNIT entregou à cidade o eixo viário urbano com cinco quilômetros de pista dupla totalmente restaurada, remanescente da rodovia que cortava o município. 

"Não se compara a agilidade que ganharam os motoristas, assim como a segurança para nós moradores, que precisávamos atravessar a rodovia. Isso aqui era perigoso demais", diz o aposentado José Xavier Vieira, 69 anos. 

As intervenções contaram também com a construção de obras de arte especiais: seis pontes, dois viadutos (acesso para Caetanópolis e Paraopeba) e quatro passagens inferiores.

Os trabalhos tiveram início em maio de 2007 e agora estão sendo entregues para a população. "Essa obra vai dar maior fluidez ao tráfego da rodovia, beneficiando comércio, indústrias e universidades. É um prêmio para a região e para o estado de Minas Gerais", destacou o deputado Lincoln Portela.





Um dos mais importantes corredores de cargas do Brasil, a BR-135 teve 97 quilômetros de restauração de pista concluídos. Trata-se do lote 3, executado pelo consórcio Fidens, Barbosa Mello e Aterpa. Mais moderna e segura, a nova rodovia facilitará o tráfego na região e principalmente o intercâmbio do centro do País com os demais estados.

No valor de R$ 180 milhões, o trecho compreende a ponte sobre o Córrego das Pedras, em Corinto, até o entroncamento com a BR-040, no chamado Trevão de Curvelo. 

Além de o pavimento ter sido todo restaurado, foram implantadas terceiras faixas para veículos pesados, construção de duas travessias urbanas, um trevo na cidade de Curvelo e mais o reforço e alargamento de oito pontes.

Foi a primeira vez que a rodovia, implantada há 40 anos, passou por este tipo de intervenção. A BR, que parte do Maranhão e termina em Minas Gerais, mais precisamente no Trevão de Curvelo, ficou órfã de investimentos durante anos, chegando a ser encontrada em estado precário por diversas vezes. 

Inserido no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o empreendimento foi dividido em três lotes, num total de 300 km, ao custo de R$ 560 milhões. Junto com a restauração total do pavimento e acostamentos em toda a extensão do segmento, os trabalhos preveem também a construção de 55 quilômetros de terceiras faixas e alargamento de todas as 30 pontes e viadutos existentes, que passam de 7 para 11 metros. Também serão realizadas melhorias em cinco importantes trevos e a construção de cinco travessias urbanas com ruas laterais.

Os outros dois lotes de obra têm previsão para serem entregues até 2011. O primeiro deles, com investimentos de R$ 190 milhões, é executado pelo consórcio Conserva de Estradas e Egesa. São 103 quilômetros localizados entre Montes Claros e Joaquim Felício. O segundo lote inicia-se no município de Joaquim Felício e termina no km 572,2 em Corinto. Orçado em R$ 190 milhões, teve como vencedor da licitação o consórcio formado pela Triunfo, Estacon e Pavotec. São 100 quilômetros onde será restaurado todo o pavimento, com construção de duas travessias urbanas, terceiras faixas para veículos pesados e um trevo de acesso para a cidade de Joaquim Felício, além do reforço e alargamento de dez pontes.

Com o término desta obra, o DNIT consolida um importante eixo rodoviário, já que o segmento da BR-040 que complementa a ligação entre o Norte de Minas e a capital também se encontra com obras em fase final de duplicação.

Reivindicada há mais de dez anos, a duplicação da BR-262, entre Betim e Nova Serrana, já é uma realidade e será entregue em tempo recorde pelo DNIT. Previstas para serem concluídas em 36 meses, as intervenções terminarão em apenas um ano e meio. 

A BR-262 faz parte do corredor de transportes que permite a ligação dos estados do Mato Grosso e Goiás - passando pela região Noroeste de Minas Gerais, via Uberlândia, Uberaba e Araxá - à capital mineira, chegando até a região portuária do Sudeste.

São 2.294,8 quilômetros de extensão, cortando o Brasil de leste a oeste. O trecho, que conecta a Região Metropolitana de Belo Horizonte à cidade de Nova Serrana, tem hoje um volume diário médio de 15 mil veículos. Restaurado há mais de 20 anos, o segmento se transformou, desde janeiro de 2009, em um movimentado canteiro de obras, que o DNIT vai concluir e entregar à população ainda neste ano.

Com investimentos de R$ 360 milhões, as obras de aumento de capacidade da BR-262 seguem em ritmo acelerado. A duplicação do segmento, com 84 km, foi dividida em três lotes de obras. O lote 1, com 31 km de extensão, está sob a responsabilidade da Torc - Terraplenagem, Obras Rodoviárias e Construções Ltda. 

O lote seguinte, com 26,16 km, teve como vencedor da licitação o consórcio Egesa, Conserva, Ápia. Já o terceiro lote, com 26 km, está a cargo da EIT - Empresa Industrial Técnica S/A. 

Além dos trabalhos de terraplenagem, pavimentação da nova pista e restauração da atual, o contrato prevê a construção de 30 novas obras de arte especiais, entre pontes, viadutos, passagens inferiores e passarelas.

Mais de quatro milhões de pessoas serão beneficiadas com as obras, que abrangem dez municípios ao longo da rodovia. Indiretamente, os frutos do empreendimento atingem cerca de 50 cidades na região Centro-Oeste de Minas. A área, que concentra importantes polos industriais e comerciais, contará com uma rodovia moderna e segura, garantindo o intercâmbio entre os centros produtores e consumidores, com a ligação do tronco leste-oeste (BR-262) com o norte-sul (BR-381). 

"Trata-se da obra mais importante da região nas últimas décadas", assegura o deputado federal Jaime Martins, ex-presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara. Segundo o deputado, há grandes possibilidades de que o trecho da duplicação se estenda por mais nove quilômetros, alcançando ainda em 2010 a travessia urbana de Nova Serrana, considerada a capital nacional do calçado esportivo. 

Preparando um novo trecho

Após o término da duplicação entre Betim e Nova Serrana, outro importante trecho da BR-262, que vai até a cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro, também receberá obras de duplicação. O DNIT prepara o processo licitatório para a contratação dos projetos executivos, previsto para acontecer ainda neste ano. Com isso, consolida-se a ampliação da capacidade de um dos maiores eixos estruturantes do Brasil, ligando a capital mineira à região do Triângulo.

Mais de 90 km estão recebendo obras no Noroeste de Minas Gerais. A região de Unaí, onde o acesso é mais fácil por Brasília, já que fica a aproximadamente 200 km da capital federal, teve um trecho de pavimentação da BR-251 concluída. A obra aconteceu entre as comunidades de Cangalhas e Boqueirão. Agora a obra avança com mais 30 quilômetros de implantação rodoviária, enquanto a travessia urbana de Unaí também está em andamento. 

Para o deputado federal José Santana de Vasconcellos, parte das conquistas deve-se ao trabalho da bancada mineira de seu partido na câmara: "A bancada tem participação efetiva em todas as obras realizadas nas rodovias federais em Minas Gerais. Através do nosso trabalho junto ao Ministério dos Transportes e ao DNIT, conseguimos apressar os processos para estas realizações. Destinamos recursos para a pavimentação da BR-251, entre Cangalhas e Boqueirão, e ainda conseguimos verba para a concretização da travessia urbana de Unaí, um sonho antigo da população do Noroeste de Minas, que está incluída no PAC", comemora.

Duplicação da BR-381

Dias atrás, Rodovias&Vias recebeu sugestão de pauta do leitor Edson de Souza, que mora em Caeté (50 km de Belo Horizonte). Usuário da BR-381, Souza aponta os primeiros 100km, partindo da capital, como os mais críticos. "Entre Belo Horizonte e João Monlevade vejo muitos acidentes. São muitas curvas, declives e aclives." Ele explica que a duplicação é de extrema necessidade, já que na região estão instaladas algumas das mais importantes empresas de aço e minério de ferro do País.

Atualmente, sete empresas trabalham nos projetos executivos para a duplicação de 310 km entre a capital do estado e Governador Valadares. O trecho está dividido em oito lotes. Em março, durante o lançamento do PAC 2, o governo federal anunciou a adequação de capacidade para a BR-381 em Minas Gerais e também obras de construção do anel rodoviário de Belo Horizonte.

No início de maio, a câmara de vereadores de Belo Horizonte concedeu título de Cidadão Honorário ao superintendente do DNIT em Minas Gerais, Sebastião Donizete. O engenheiro civil, natural de Araxá, disse que seu desejo é o mesmo que o de todos os mineiros: "ver duplicada a BR-381, de Belo Horizonte até Governador Valadares".

Crema restauração e manutenção rodoviária

Para o presidente da Seção de Transporte de Cargas da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Flávio Benatti, as condições de qualidade das estradas é vital para o segmento. "Todas as obras realizadas nas rodovias sempre trazem benefícios ao transporte rodoviário de cargas e de passageiros, uma vez que boas rodovias aumentam a produtividade do setor", afirma. Para a recuperação e manutenção da malha nacional, o governo criou o programa Crema (Contrato de Restauração e Manutenção), que realiza a revitalização completa do pavimento. Esse sistema elimina os serviços de tapa-buracos, uma vez que no primeiro ano de obras ocorre a aplicação de nova capa asfáltica na pista e nos acostamentos, além da recuperação das sinalizações horizontal e vertical. No ano seguinte, a empresa vencedora da licitação fica responsável pela manutenção do segmento.Quase dois mil quilômetros de rodovias em Minas Gerais serão recuperados pelo DNIT através do Crema. São investimentos da ordem de R$ 542,7 milhões em 22 segmentos de 11 rodovias, que devem estar em excelentes condições, totalmente recuperadas em um ano.O empreendimento eleva para quatro mil quilômetros a extensão das rodovias federais em Minas recuperadas pelo programa, que no ano passado teve outros dois mil quilômetros de rodovias beneficiadas.